O balanço dos dois anos de atuação do Comitê de Cultura da Bahia foi apresentado no dia 16 de abril, na sede da Associação Afoxé Filhos de Gandhy, em Salvador, com a presença de toda a equipe do comitê e das organizações da sociedade civil (OSCs) que compõem a iniciativa.

Integrante do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), política pública do Ministério da Cultura (MinC), o comitê tem como objetivo fortalecer o acesso aos direitos culturais, ampliar a participação social e apoiar agentes culturais em todo o estado.

De abril de 2024 a abril de 2026, foram realizadas 248 ações, incluindo 76 atividades formativas, 76 mobilizações e 27 assembleias, além de nove iniciativas online. As ações alcançaram diretamente mais de 10,6 mil pessoas, distribuídas entre atividades de formação, mobilização, encontros e conteúdos digitais.

O impacto territorial abrangeu 28 municípios, distribuídos nos 27 territórios de identidade da Bahia, com cerca de 49,7 mil quilômetros percorridos para a realização de atividades presenciais em diferentes regiões do estado, do litoral ao semiárido.

Entre os conteúdos trabalhados, destacam-se formações em direitos culturais, políticas públicas e elaboração de projetos, além de atividades ligadas às linguagens artísticas, como teatro, dança afro, audiovisual, grafite, slam, samba e capoeira. Também foram promovidas oficinas voltadas à escrita de projetos, acesso a editais e prestação de contas, contribuindo para a qualificação de agentes culturais e gestores. 

Na área de comunicação, o comitê consolidou presença digital com mais de 12 mil seguidores nas redes sociais, produção de 76 vídeos, 14 episódios de podcast com 23 convidados e a publicação de 146 conteúdos em blogs, sites e veículos de imprensa da Bahia.

O trabalho foi realizado em articulação com 32 parceiros, entre festivais e feiras literárias, instituições educacionais, órgãos públicos, secretarias de cultura e programas socioculturais, reforçando o caráter colaborativo da política.

Na Bahia, o Comitê de Cultura é liderado pela Associação Afoxé Filhos de Gandhy, com execução compartilhada entre organizações como o Grupo de Ambientalistas Nascentes (GANA), a Associação Mulheres Quilombolas em Ação Dandara dos Palmares e a Associação Arte e Cultura, atuando de forma descentralizada nos territórios.

Além das ações presenciais, o comitê também ofereceu atendimento técnico individualizado, por meio de plataformas digitais, para orientação sobre editais, elaboração de projetos, adesão a políticas como a PNAB e prestação de contas, atendendo gestores públicos e agentes culturais.

O balanço evidencia a consolidação do Comitê de Cultura da Bahia como um instrumento de articulação entre poder público e sociedade civil, ampliando o acesso às políticas culturais e fortalecendo a cultura como direito em todo o estado.